A Escrita tem que Morrer

A escrita  é um atraso ao nosso desenvolvimento, logo tem que morrer.
Bem, este pode parecer um pensamento demasiado ortodoxo, radical, ou até, quiçá, mesmo Dantesco, mas não, ele é apenas o reflexo da realidade, a forma de expressão que actualmente usamos quer em papel ou mais recentemente em computador ou meios multimédia,  é extremamente redutora, pois a capacidade de expressão humana , sobretudo de transmissão de pensamentos é muito superior ao que a nossa forma escrita consegue transmitir ou alcançar.
A escrita apesar de muito boa não consegue transmitir verdadeiros sentimentos, ela cumpre o seu papel nos seus mínimos e não consegue transmitir verdadeiramente a consciência humana.
A escrita é apenas uma pequena e singela forma  que nós humanos conseguimos até agora criar para espelhar e representar o que verdadeiramente  sentimos, o que mais de profundo vai na alma.
A Escrita,  por exemplo, não consegue transmitir o misto de sensações que experimentamos quando estamos apaixonados, quer físicas quer emocionais.
Podemos descrever-las , e tentar representar-las no plano fisico da nossa existência , mas é pouco.
A escrita não consegue transmitir a musica que ouvimos e sentimos, conseguimos escrever uma pauta que representa as notas musicais que irão ser tocadas , mas a musica, o sentimento por detrás da musica não consegue ser escrito, consegue ser descrito apenas com palavra que inventamos para representar o que sentimos.
A escrita igualmente limita o código de máquina. Portanto enquanto não inventarmos algo que substitua a escrita não vamos evoluir.
Atenção que não estou a dizer que ela não tenha cumprido o sue papel até agora, mas está na hora de passarmos para o nível seguinte.
Portanto o ser humano tem que inventar, ou como se costuma dizer “re-inventar a escrita”, cirando uma alternativa que não seja tão limitadora à nossa evolução e  à nossa consciência.
A estrita na sua forma actual tem que morrer e dar lugar a uma criação mais evoluída.
O ideal seria a Telepatia ou outra invenção que conseguisse gravar sentimentos e passar para outra pessoa.
Pensem Nisto.

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O Produto sem Intermediários

Tenho reparado que as relações actuais são baseadas nesta máxima
Directamente do Produtor para o Consumidor sem Intermediários” , ou seja o estabelecer uma relação , o dito namoro já era , o intermediário que era a “Relação” acabou e a malta nos tempos modernos apenas usa o “Produto” como descartável e siga o para o próximo.
Portanto, Eliminou-se um elemento do processo , que facilita muita coisa , no entanto nem tudo são rosas e sentimentos como  , Querer, Desejar, ExigirPartilhar , Cumplicidade, Futuro e até mesmo  sentimento de Posse desaparecem,  criando uma sociedade descartável e simples, onde após o saciar , as pessoas vão ou são empurradas para o seu canto de onde vieram.
Quiçá esse é o nosso futuro imediato.

Gostar ou não Gostar 

Vou fazer, como de costume, uma pequena dissertação sobre este tema, que é o gostar de alguém.
Em primeiro lugar O Gostar de Alguém é algo que não é mensurável, não há gostar muito ou gostar pouco , não existe o amo muito aquela pessoa, porque senão obrigaria a que se ame menos outra pessoas e no amor não há escala ou se ama ou não se ama.
Quem já gostou ou gosta de alguém sabe muito bem que este sentimento que envolve as categorias como a paixão,  o amor ,o ciúme, etc. etc., é apenas sentido e ponto final, não se mede , nem se explica, não se quantifica ou qualifica, é apenas Sim ou Não.

O Gostar vem do coração, sente-se nas entranhas e ele é transcendental à própria razão.

Quando se gosta, gosta-se incondicionalmente e quando se gosta quere-se ficar, quer-se ter, quer-se a companhia, custe o que custar seja a que preço seja.
Não existe o “gosto muito de ti mas tenho que te deixar”,  isso apenas não existe, quando se deixa alguém é porque não se não se gosta mais, porque quando se gosta a dor de perder é superior a tudo.
O gostar é um sentimento puro e transversal e que ultrapassa tudo, quando se gosta resolve-se os problemas ,discute-se para melhorar, ultrapassa-se os obstáculo juntos.
Quando não existe gostar tudo desaba , tudo morre, tudo acaba, portanto não há meio termo , não é humanamente possível coexistir o “gosto de ti mas não gosto o suficiente”. porque quando se gosta quer-se.
Os latinos / espanhóis resolveram a questão do mostrar como se sente o gostar  verdadeiramente com uma expressão simples e que representa muito melhor o sentimento, este magnífico povo apenas usa “Te Quiero !” e a expressão diz tudo, quando se gosta quer-se.
Portanto para resumir é impossível haver uma escala no gostar porque apenas é reduzida ao simples facto de SIM, ou Não e só quem não sabe o que é gostar é que  nunca sentiu este sentimento lindo e profundo.
Por exemplo O Gostar dos pais para os filhos não é mensurável, os pais não gostam mais de um ou menos de outro, gostam e ponto final, logo quando se gosta de alguém é como se gosta de um filho, gosta-se e pronto, não se escalona.

O Gostar pode aparecer do nada mas uma vez instalado dificilmente desaparece.
Quando se gosta Ficamos.

A causa Nobre do “Encornanço” , a desculpa universal ;)

Mas porque será que todas as mulheres ou gajos que despacham os seus gajos ou gajas , seja lá porque razão, depois de a coisa acabar tentam se convencer a elas ou a eles próprios , ao desgraçado da gaja ou do gajo ex companheiro e aos outros todos em redor que o “despachado” , ja tem uma nova gaja ou gajo de antemão e uma nova vida e tal e coiso…. e que vai cagar pro filhos que tem por causa disso. 😉
 
Será que é uma forma de se desculparam a elas e eles prórpios que afinal se fartaram do gajo ou gaja porque deixaram de o/a amar e então tem que haver a “causa Nobre ” do Encornanço.
 
Há coisas na vida que são mesmo ridículas, para quê gastar energia num fundamento irreal sem fundamento, provas ouseja lá o que rio as cabecinhas férteis inventam, quando a energia deveria estar a ser concentrada para outras coisas muito mais importantes, como a felicidade dos putos após separação.
 
As pessoas dão-se bem e depois deixam-se de se dar bem é normal na vida , custa , sim mas é a vida, há problemas de todo o tipo nos casais que podem ser sempre resolvidos e quando não o são é apenas sinal de que houve ou uma grande falta de dialogo ou que o amor de um dos lados acabou, não é necessário para quem deixa de amar ter que se auto convencer da infidelidade do outro , isso é gastar energias em vão.
 
A vida de casal é simples se ha amor então resolve-se tudo com por vezes esforço mas resolve-se , quando não amor há tudo descamba , agora a infidelidade vir servir como desculpa a tudo o resto epá convenhamos.
 
A sociedade evoluiu as coisas mudaram, miúdas e miúdos deixem-se disso não inventem para justificar as vossas acções ou decisões emocionais na vida.
 
Um tipo ou tipa quando se separa sobretudo porque ela ou ele o quis , não tem que ir logo a correr dar uma bela fo..d . noutra ou noutro só para aliviar o stress de ter perdido os ritmos familiares que estava habituado   sobretudo quando ha filhos envolvidos , portanto meninos e meninas deixem-se de tretas de desculpas tangueiras que não abonam nada ao estado sentimental de ambos.
já basta o processo em si que é custoso quanto mais ter que andar a justificar causas invalidas, irreais e absurdas um ao outro.

EGOÍSMO PARENTAL

Infelizmente nos tempos actuais verifica-se cada vez mais um afastar dos casais por vários motivos, sejam eles por razões de fidelidade, dinheiros, política, sociais, enfim é só enumera-los, mas acima de tudo é a falta de bom senso, diálogo e inteligência emocional que impera, impedindo desta forma o resolver das coisas.
No entanto, parece-me que , muito mais grave ainda, é o egoísmo dos casais que quando se fazem valer dos seus troféus e das suas inabaláveis crenças, dogmas e razões para sustentarem a sua parte decisiva se esquecem que quem irá sofrer com isso não são eles mas sim as crianças, os seus próprios filhos.
Sim, são os filhos que vão crescer repletos de tristeza por causa do nosso egoísmo exacerbado do nosso ego repleto de razão quando esquecemos que estamos a fazer um mal tremendo a algo de deveríamos amar incondicionalmente.
Portanto chego à conclusão que de momento, nós pais e a sociedade em geral está a passar uma tremenda crise de identidade criando seres sujeitos a privações emocionais, de valores e sentimentos adulterados que se vão repercutir e reflectir pela sua vida toda.
 
Depois há no meio disto tudo os dotados da razão, que estudaram isto e aquilo e que dizem e decidem que a separação é muito mais importante e benéfica para a sua própria prole.
Enfim Acham mesmo?
 
Felizmente fui dos daquela geração que considero os abonados emocionalmente e cresci numa família às antigas, sem estas modernices do divorçio.
Se era perfeita, não , claro que não , como é obvio não há relações perfeitas para além de hollywood e não conheço ainda na pele o conceito de pais separados, mas no entanto conheço bem de perto os efeitos que isso provoca a longo prazo nas pessoas.
 
Se calhar está na hora de todos revermos a nossa:
 
Razão imaculada e o egoísmo inabalável.
 
Pensem nisto meus amigos pais.
 
Ver o exemplo abaixo no minuto 8:34 do video para os mais curiosos e os dotados da razão.
 

Pensar e Reiterar

As vezes pensar faz bem , reiterar sobre os temas 😉

Nunca tinha pensado nisto até recentemente , mas imaginem o stress para uma criança quando os pais se separam , principalmente aqueles casais em que tudo é *Perfeito em termos familiares e que de um momento para o outro num espaço curto vêm tudo a desmoronar e ha a separação, cada um a sua vida e o puto passa a ver um deles fora e só as vezes.

Metam-se no lugar da criança

Como vão ficar esses alicerces emocionais e quando ela crescer como irá lidar com as relações emocionais.

Aviso já que não vale a pena virem já com a as teorias do costume , que é melhor do que a discussão , a violência e isto e aquilo , enfim as tretas de gaja ou de gajo mal de amores, por aí nao vale ap ena comentar pois todos ja sabemos das tretas.
Pensem apenas no abalo emocional que fazemos aos míúdos, que de um momento para o outro estavam habituados a andar de mão dada com os 2 pais e de repente puff tudo isso se vai e não vão ver mais o sorriso a 3.
e como é que os miúdos vão na cabeça deles desconstruir e construir a realidade para substituir o conforto emocional até ai ganho.
Ahh pois é bébé
Já pensaram nisso ?
Se calhar tal , como eu, nunca até recentemente nas vossas vidas. 😉

* Perfeito – Atenção perfeito na visão da criança sobretudo se for bastante jovem e ainda não tiver os alicerces sociais para entender que as coisas não estão de bom vento, sim porque nós adultos somos especialistas em mentir às crianças. 😉

Desenhos Animados – 1ª Vez à séria com Vasco Granja

A primeira vez, ainda bem jovem,  que despertei para o mundo da animação foi com um programa de Desenho Animados apresentado pelo excelente  senhor Vasco Granja e o filme que me ficou até hoje marcado na memória foi o conhecido por Marcha dos Dinossauros ou também por “Allegro non troppo – Bolero (1977).
Este filme de desenhos animados ficou-me pela quer pela sua estética fantástica quer pela musica, o Bolero de Ravel.
O senhor Vasco Granja teve, sem querer, um papel preponderante nos jovens da minha geração e tal como me aconteceu a mim, de certo muitos seguiram neste mundo das artes talvez à conta deste senhor.
Para mim ficou como o pai da animação em Portugal, não querendo, obviamente, retirar os louvores ao igualmente muito importante Abí Feijó.